24 junho, 2010
* Curta Metragem * (clique aqui! )
11 abril, 2010
* Publicidade Indiana*
Publicidades realmente surpreendentes.
Para atualizar esse blog em grande estilo, escolhi o comercial chamado Hostel, feito para a Eye Bank Association of India, em 2007, que tem como tema o Holi ( Festival das Cores, celebrado sempre no início da primavera). Esse comercial levou o Leão de Bronze no Festival de Cannes.
A Eye Bank Association, apela anualmente pela doação de órgãos (neste caso os olhos), para que seu trabalho possa sempre ser realizado da melhor maneira possível.
Sabemos que não só a India enfrenta este problema de doação de orgãos, mas especificamente lá existe uma rigidez religiosa que impede isso. Mudanças recentes na sociedade, incluindo comerciais muito sensíveis como esse, vêm permitindo avanços no país no que diz respeito à solidariedade e à consciência coletiva.
Vale a pena assistir!
Namastê
25 outubro, 2009
*A linguagem de Bolly*
No entanto, atualmente os enredos de Bollywood têm mudado. A grande diáspora de indianos nos países de língua inglesa e a maior influência ocidental na própria Índia têm levado os filmes de Bollywood a se aproximarem dos modelos de Hollywood. Beijos em filmes não são mais um tabu. E os filmes mostram uma vida urbana com encontros ao estilo ocidental e cada vez menos existem os casamentos por combinação ou aqueles roteiros que tendiam a ser melodramáticos, que frequentemente empregavam ingredientes tais como: amores impossíveis, irmãos separados pelo destino, laços familiares, sacrifício, triângulos amorosos, políticos corruptos, sequestradores, , cortesãs com coração de ouro, parentes à muito desaparecidos, terríveis vilões, mudanças de sorte dramáticas e coincidências convenientes.
19 setembro, 2009
*Hollywood em Bollywood*
Valorização da própria cultura, deveria servir de exemplo para nós.
Namastê!
07 setembro, 2009
* Censura*

A questão da censura é um assunto sério no cinema indiano. Ela foi estabelecida pelo governo indiano de modo permanente em 1952, por meio do Ato Cinematográfico que é constituido de dezenove cláusulas proibitivas sendo revisadas periodicamente. Esse controle é feito pelos membros da Comissão Central de Certificação de Filmes.
A censura está ligada a questão da religião e a sociedade de castas. O sexo é algo altamente proibido nos filmes. Em praticamente todos os filmes, quando o “clima” entre a mocinha e mocinho começa a esquentar, antes mesmo deles se beijarem, entra algum objeto ou paisagem bem na frente deles, com uma linda música de fundo (a música até pode ser sensual mas os lábios não podem se tocar), e as vezes até o próprio vilão da história chega para “atrapalhar” propositalmente. Cenas de violência ou provocações politicas também são altamente proibidas. Segundo o governo indiano, a censura é uma questão de controle de qualidade dos filmes.
Todos os filmes precisam ter um selo de controle que comprova que foram passados pela censura. O selo é exibido no início do filme, mas não há quem impossibilite que o cineasta mexa novamente no filme, colocando alguma cena que foi cortada, depois de receber o selo. Como são muitas produções com milhares de filmes, é dificil manter o controle. Se o filme fizer muito sucesso e aparecer nas grandes salas a censura descobre, mas se ele ficar somente em cidades menores e em pequenos cinemas, o produtor pode fazer o que quiser porque dificilmente a censura vai descobrir. Quem for pego alterando o produto pode ir para cadeia e pagar multas milhonárias por isso.
Namastê e "smack"!!!
03 setembro, 2009
* A BOA de sexta-feira *
A Índia e sua cultura milenar são o foco do evento “Uma Noite na Índia” que o Grupo de Mantras “Surendra e as Devis” promove no próximo dia 4 de setembro, sexta-feira, às 18h, no Auditório Vera Janacopolus, no prédio da Reitoria da UNIRIO - Av. Pasteur, 296. Urca.
O grupo, que foi fundado em 2006, fará um panorama desta importante cultura oriental mostrando sons, ritmos, cores e sabores típicos. A indumentária hindu e a culinária fazem do evento uma espécie de workshop, já que será explicado como se veste o sári e também será oferecido um menu degustação da rica e temperada culinária indiana.
Local: Auditório Vera Janacopulos - prédio da Reitoria da UNIRIO - Av. Pasteur, 296. Urca.
Fonte: UNIRIO
28 agosto, 2009
*TEM MONGE NA ÁREA!!! *
Dias: 30 de agosto a 7 de setembro de 2009
30 de agosto (Domingo): Caminhada meditativa no Jardim Botânico e programação para crianças . 9 horas Ponto de Encontro: Entrada central do parque na Rua Jardim Botânico
31 de agosto- (Segunda-Feira) :Palestra Pública Gratuita Local: ASA (Associação Scholem Aleichem) Endereço: Rua São Clemente, 155 - Botafogo Horário: 19:30hs
3 de setembro (Quinta-Feira) :Palestra Pública Gratuita Local: Igreja Presbiteriana Bethesda Endereço: Rua Guimarães Natal 31 - Copacabana Horário: 19:30hs
Thich Nhat Hanh, chamado carinhosamente por todos de Thây, nasceu no Vietnã em 1926. Aos 16 anos iniciou sua vida religiosa na tradição zen budista Thiem Lam- Te, ou Rinzai (no Japão), que surgiu no sec. III no Vietnã. Poeta e ativista pela paz, trabalhou em sua juventude para que o budismo vivesse em harmonia, reconciliação e fraternidade com a sociedade vietnamita.
Durante a guerra no Vietnã renunciou ao isolamento monástico para ajudar ativamente o seu povo e, desde então, tem sempre dado a prática religiosa um empenho social e político pela paz.
No ano de 1964, de retorno de uma viagem de estudo aos E.U. onde durante dois anos fez um curso de Religiões Comparadas na Universidade de Princeton, participou no Vietnã da criação de um dos mais significativos movimentos de resistência sem-violência do século XX. Participou junto com um grupo de professores e estudantes universitários vietnamitas da fundação da Escola de Jovens para Serviço Social (réplica do modelo americano do “Pequeno Corpo de Paz”): grupo de leigos e religiosos que se empenharam na campanha de criar escolas, hospitais e, mais tarde, na reconstrução das aldeias bombardeadas, sofrendo ataques de ambos contendores: comunistas (Vietnã do Norte) e não-comunistas (Vietnã do Sul). Fundou também durante a guerra, em 1964, a Universidade Budista Van Hanh, a Ordem Tiep HIen , (Ordem Interser), que deriva da Escola Zen Budista de Lin Chi, e está na 42ª geração dessa escola. Devido ao seu empenho em terminar com a violência que afligia seu povo, Thich Nhat Hanh foi impedido de retornar ao seu país pelos contendores.
Em 1966, ele veio aos E.U. fazer um ciclo de palestras como porta voz do povo vietnamita aos líderes militares americanos, advogados, líderes religiosos e ativistas sociais. No ano de l967, devido ao seu imenso esforço e pregação sem violência, pela reconciliação entre o Vietnã do Norte e o do Sul, ele foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por Martin Luther King, Jr.
Em 1969, Thich Nhat Hanh chefiou a Delegação Budista Vietnamita da Paz na Conferência de Paz em Paris e permaneceu na França até que os acordos fossem assinados em 1973. Após a Assinatura do Acordo de Paz, quando tentou retornar ao país, não mais foi permitido seu ingresso no Vietnã, e até hoje ele vive em exílio na França, onde continua a servir a seu povo através da organização de esforço de salvação dos povos dos barcos no Golfo do Sião (Tailândia). Os governos da Tailândia e de Singapura logo impediram este corajoso projeto.
Em 1982, tendo como colaboradora a monja Chân Không, sua colega de muitos anos, fundou Plum Village, uma comunidade budista para monges e monjas, situada próxima a cidade de Bordeaux, no sudeste da França, onde ensina a “Arte de Viver em Plena Consciência”. Em seus retiros participam a cada ano milhares de pessoas, procedentes de todas as partes do mundo. Plum Village não é somente um refúgio para aqueles que buscam paz interior através de práticas de plena consciência; é também um “um lar fora de seu lar” para muitos expatriados vietnamitas, onde eles podem visitar e experimentar muitos elementos de sua tradicional cultura. Ainda hoje Thich Nhat Hanh continua a escrever, ensinar e fazer palestras. É autor de inúmeros livros sobre meditação, cura e transformação, e também inúmeros poemas. Ele dirige retiros em vários lugares do mundo, e também workshops de cura para veteranos da guerra do Vietnã. Thay, como seus estudantes carinhosamente o chamam, viaja regularmente para os EUA onde continua ensinar budismo engajado, responsabilidade social e dissolução da violência através da prática do viver consciente.
Em 1987 veio ao Brasil, visitando as cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte onde conduziu retiros e pronunciou palestras, originando o livro editado pelo Instituto Solaris, Respirando e Sorrindo.
Em 1997 foram estabelecidos em Vermont o Maple Forest Monastery e o Green Mountain Dharma Center como centros dessa tradição na América. Mais recentemente foi criado também na Califórnia o Deer Park Monastery.
Embora a luta pela reconciliação no Vietnã tenha significado para ele ter que renunciar a sua pátria, ele conquistou inúmeras honrarias ao redor do mundo.
Nos encontramos lá.
Namstê!!!
