25 outubro, 2009

*A linguagem de Bolly*

O cinema indiano investe nas fabulas que são contadas de geração para geração. Faltar respeito ou negar qualquer tipo de ajuda aos pais é inadmissível. Temas com a família são bastante comuns, como por exemplo, a reaproximação entre pais, irmãos e filhos. Sendo sempre necessário mostrar a estrutura correta da família indiana, tendo o pai como o líder da família e a mãe como uma pessoa boa e amorosa.

No entanto, atualmente os enredos de Bollywood têm mudado. A grande diáspora de indianos nos países de língua inglesa e a maior influência ocidental na própria Índia têm levado os filmes de Bollywood a se aproximarem dos modelos de Hollywood. Beijos em filmes não são mais um tabu. E os filmes mostram uma vida urbana com encontros ao estilo ocidental e cada vez menos existem os casamentos por combinação ou aqueles roteiros que tendiam a ser melodramáticos, que frequentemente empregavam ingredientes tais como: amores impossíveis, irmãos separados pelo destino, laços familiares, sacrifício, triângulos amorosos, políticos corruptos, sequestradores, , cortesãs com coração de ouro, parentes à muito desaparecidos, terríveis vilões, mudanças de sorte dramáticas e coincidências convenientes.

19 setembro, 2009

*Hollywood em Bollywood*

A Índia, praticamente não se opõe contra aos investimentos estrangeiros no cinema. Com isso muitos estúdios de Hollywood começaram a abrir escritórios em Mumbai, no final do século XX, a Walt Disney, Warner Bros, Paramount, Fox e Universal se instalaram na cidade. Isso tudo devido a grande economia que esses estúdios lucram, além da mão de obra ser muito mais barata, o país oferece locações maravilhosas.

A pesar de Hollywood (timidamente) estar há 75 anos na Índia, sua fatia no mercado indiano não ultrapassa 5%. Os estúdios estrangeiros estão loucos para conquistar uma fatia do crescimento anual de 15% que as bilheterias indianas vêm registrando na última década. Em 2004, por exemplo, a Sony Pictures investiu um bilhão de rúpias no país, mas tanto ela quanto outras empresas de Hollywood se deram conta que na Índia não adianta “sufocar” o mercado com os produtos Hollywoodianos. Os indianos gostam mesmo é de se ver nos filmes e nos seus produtos. A cultura deles é muito valorizada, diferente dos outros países.

Valorização da própria cultura, deveria servir de exemplo para nós.

Namastê!

07 setembro, 2009

* Censura*

A questão da censura é um assunto sério no cinema indiano. Ela foi estabelecida pelo governo indiano de modo permanente em 1952, por meio do Ato Cinematográfico que é constituido de dezenove cláusulas proibitivas sendo revisadas periodicamente. Esse controle é feito pelos membros da Comissão Central de Certificação de Filmes.

A censura está ligada a questão da religião e a sociedade de castas. O sexo é algo altamente proibido nos filmes. Em praticamente todos os filmes, quando o “clima” entre a mocinha e mocinho começa a esquentar, antes mesmo deles se beijarem, entra algum objeto ou paisagem bem na frente deles, com uma linda música de fundo (a música até pode ser sensual mas os lábios não podem se tocar), e as vezes até o próprio vilão da história chega para “atrapalhar” propositalmente. Cenas de violência ou provocações politicas também são altamente proibidas. Segundo o governo indiano, a censura é uma questão de controle de qualidade dos filmes.

Todos os filmes precisam ter um selo de controle que comprova que foram passados pela censura. O selo é exibido no início do filme, mas não há quem impossibilite que o cineasta mexa novamente no filme, colocando alguma cena que foi cortada, depois de receber o selo. Como são muitas produções com milhares de filmes, é dificil manter o controle. Se o filme fizer muito sucesso e aparecer nas grandes salas a censura descobre, mas se ele ficar somente em cidades menores e em pequenos cinemas, o produtor pode fazer o que quiser porque dificilmente a censura vai descobrir. Quem for pego alterando o produto pode ir para cadeia e pagar multas milhonárias por isso.


Namastê e "smack"!!!

03 setembro, 2009

* A BOA de sexta-feira *

A Índia e sua cultura milenar são o foco do evento “Uma Noite na Índia” que o Grupo de Mantras “Surendra e as Devis” promove no próximo dia 4 de setembro, sexta-feira, às 18h, no Auditório Vera Janacopolus, no prédio da Reitoria da UNIRIO - Av. Pasteur, 296. Urca.

O grupo, que foi fundado em 2006, fará um panorama desta importante cultura oriental mostrando sons, ritmos, cores e sabores típicos. A indumentária hindu e a culinária fazem do evento uma espécie de workshop, já que será explicado como se veste o sári e também será oferecido um menu degustação da rica e temperada culinária indiana.

Local: Auditório Vera Janacopulos - prédio da Reitoria da UNIRIO - Av. Pasteur, 296. Urca.

Fonte: UNIRIO



28 agosto, 2009

*TEM MONGE NA ÁREA!!! *

VISITA DOS MONGES DA TRADIÇÃO DE THICH NHAT HANH

Dias: 30 de agosto a 7 de setembro de 2009

30 de agosto (Domingo): Caminhada meditativa no Jardim Botânico e programação para crianças . 9 horas Ponto de Encontro: Entrada central do parque na Rua Jardim Botânico

31 de agosto- (Segunda-Feira) :Palestra Pública Gratuita Local: ASA (Associação Scholem Aleichem) Endereço: Rua São Clemente, 155 - Botafogo Horário: 19:30hs

3 de setembro (Quinta-Feira) :Palestra Pública Gratuita Local: Igreja Presbiteriana Bethesda Endereço: Rua Guimarães Natal 31 - Copacabana Horário: 19:30hs

Thich Nhat Hanh, chamado carinhosamente por todos de Thây, nasceu no Vietnã em 1926. Aos 16 anos iniciou sua vida religiosa na tradição zen budista Thiem Lam- Te, ou Rinzai (no Japão), que surgiu no sec. III no Vietnã. Poeta e ativista pela paz, trabalhou em sua juventude para que o budismo vivesse em harmonia, reconciliação e fraternidade com a sociedade vietnamita.

Durante a guerra no Vietnã renunciou ao isolamento monástico para ajudar ativamente o seu povo e, desde então, tem sempre dado a prática religiosa um empenho social e político pela paz.

No ano de 1964, de retorno de uma viagem de estudo aos E.U. onde durante dois anos fez um curso de Religiões Comparadas na Universidade de Princeton, participou no Vietnã da criação de um dos mais significativos movimentos de resistência sem-violência do século XX. Participou junto com um grupo de professores e estudantes universitários vietnamitas da fundação da Escola de Jovens para Serviço Social (réplica do modelo americano do “Pequeno Corpo de Paz”): grupo de leigos e religiosos que se empenharam na campanha de criar escolas, hospitais e, mais tarde, na reconstrução das aldeias bombardeadas, sofrendo ataques de ambos contendores: comunistas (Vietnã do Norte) e não-comunistas (Vietnã do Sul). Fundou também durante a guerra, em 1964, a Universidade Budista Van Hanh, a Ordem Tiep HIen , (Ordem Interser), que deriva da Escola Zen Budista de Lin Chi, e está na 42ª geração dessa escola. Devido ao seu empenho em terminar com a violência que afligia seu povo, Thich Nhat Hanh foi impedido de retornar ao seu país pelos contendores.

Em 1966, ele veio aos E.U. fazer um ciclo de palestras como porta voz do povo vietnamita aos líderes militares americanos, advogados, líderes religiosos e ativistas sociais. No ano de l967, devido ao seu imenso esforço e pregação sem violência, pela reconciliação entre o Vietnã do Norte e o do Sul, ele foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por Martin Luther King, Jr.

Em 1969, Thich Nhat Hanh chefiou a Delegação Budista Vietnamita da Paz na Conferência de Paz em Paris e permaneceu na França até que os acordos fossem assinados em 1973. Após a Assinatura do Acordo de Paz, quando tentou retornar ao país, não mais foi permitido seu ingresso no Vietnã, e até hoje ele vive em exílio na França, onde continua a servir a seu povo através da organização de esforço de salvação dos povos dos barcos no Golfo do Sião (Tailândia). Os governos da Tailândia e de Singapura logo impediram este corajoso projeto.

Em 1982, tendo como colaboradora a monja Chân Không, sua colega de muitos anos, fundou Plum Village, uma comunidade budista para monges e monjas, situada próxima a cidade de Bordeaux, no sudeste da França, onde ensina a “Arte de Viver em Plena Consciência”. Em seus retiros participam a cada ano milhares de pessoas, procedentes de todas as partes do mundo. Plum Village não é somente um refúgio para aqueles que buscam paz interior através de práticas de plena consciência; é também um “um lar fora de seu lar” para muitos expatriados vietnamitas, onde eles podem visitar e experimentar muitos elementos de sua tradicional cultura. Ainda hoje Thich Nhat Hanh continua a escrever, ensinar e fazer palestras. É autor de inúmeros livros sobre meditação, cura e transformação, e também inúmeros poemas. Ele dirige retiros em vários lugares do mundo, e também workshops de cura para veteranos da guerra do Vietnã. Thay, como seus estudantes carinhosamente o chamam, viaja regularmente para os EUA onde continua ensinar budismo engajado, responsabilidade social e dissolução da violência através da prática do viver consciente.

Em 1987 veio ao Brasil, visitando as cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte onde conduziu retiros e pronunciou palestras, originando o livro editado pelo Instituto Solaris, Respirando e Sorrindo.

Em 1997 foram estabelecidos em Vermont o Maple Forest Monastery e o Green Mountain Dharma Center como centros dessa tradição na América. Mais recentemente foi criado também na Califórnia o Deer Park Monastery.

Embora a luta pela reconciliação no Vietnã tenha significado para ele ter que renunciar a sua pátria, ele conquistou inúmeras honrarias ao redor do mundo.


Nos encontramos lá.

Namstê!!!

* A mídia*


Para os cineastas a televisão é um meio de natureza atrativa (ausente no cinema). O grande exemplo disso é o show de talentos mais conhecido na Índia chamado Indian Idol, (lançado pela Sony TV) no qual, pessoas de todos os lugares do país telefonam para votar no seu cantor preferido. Obviamente as canções são trilhas sonoras de filmes. O grande vencedor vai ser o mais novo super astro da canção na indústria cinematográfica.

A cobertura da imprensa de Bollywood atrapalha mais do que ajuda os produtores, diretores e principalmente os atores. Os jornais e revistas, não possuem espaço cultural para críticas ou sugestões de filmes. Esse espaço é totalmente dedicado aos cadernos de fofocas, onde se encontra tudo sobre a vida pessoal dos atores. Contendo sempre cerca de quatro páginas com fotos de festas e dos atores de Bollywood. Uma loucura, pior do que revista CARAS.

Namastê!

21 agosto, 2009

* A arte de dublar...*

Filmes indianos comerciais são conhecidos pela falta de som ambiente. Nos filmes de Bollywood o som do local de gravação raramente é usado no filme. Com isso, o som precisa ser criado (ou dublado) em estúdio, com os devidos atores para recitar as falas.
A introdução posterior dos efeitos sonoros é feito num processo conhecido como ADR. Isso gera um problema de frame, antes dos movimentos labiais ou mesmo dos gestos.A utilização do ADR no cinema de Bollywood foi introduzido no início dos anos 60 com a chegada da câmera Arriflex 3, que requeria uma cobertura para abafar o ruído que era produzido pela própria câmera. Como os realizadores do cinema indiano sempre fizeram os filmes com rapidez, eles nunca deram à atenção de cobrir a câmera, e por isso devido ao ruído excessivo produzido pela mesma, todo o trabalho de som tinha que ser feito em estúdio. Assim este procedimento tornou-se padrão nos filmes indianos.
A dublagem também ocorre quando o ator não possui uma voz muito boa ou quando ele não fala hindi. Outro fator que exige a dublagem no filme, é o constante barulho que vem das ruas, desde animais até riquixás (estilo de xarrete guiada por um indiano). Mas acredita-se que essa questão da dublagem esteja mudando, os indianos estão ficando mais abertos aos sons e melodias diferentes.

Namastê!

18 agosto, 2009

*Um toque clássico*

Os filmes de Bollywood sempre usaram o que agora é chamado de item number. Ele é feito por algum ator ou atriz que nada tem a ver com o enredo principal do filme.
O ator aparece e faz um número musical. Em filmes modernos os item numbers podem ser inseridos em cenas passadas em uma boate, show ou em algu
m tipo de celebração. Existem registros de filmes mais antigos onde o item number era executado por exemplo: por uma cortesã que dançava para um cliente, ou como parte de um show de cabaret. A dançarina Helen ficou famosa pelos seus números de cabaret.

15 agosto, 2009

* Falando em inovação*

A vontade de inovar, fez com que os estúdios de Bollywood fossem trocados pelas paisagens da nossa Cidade Maravilhosa.
O filme
"Dhoom2" , Conta a história de dois policiais indianos: Jai e Ali , que possuem a missão de perseguir um bandido conhecido apenas como "Mr. A."
Durante um grandioso roubo em Mumbai, Mr. A encontra seu par competitivo, a linda ladra Sunehri ( famosa "ladra boazuda"), eles se tornam parceiros. Juntos, os dois fogem para o Rio de Janeiro, mas Jai e Ali conseguem ir atrás do "marginal misterioso".

"Dhoom:2" é um estonteante filme de alta tecnologia com todos os elemenos usados em Bollywood, incluindo músicas e danças exuberantes, uma verdadeira MASALA (termo usado em Bollywood para designar filmes que possuem músicas, danças, comédia, ação e triângulos amorosos), todos os enredos em apenas um filme.

Uma pequena mostra das imagens feitas no Rio de Janeiro.

Imperdível!!!


http://www.youtube.com/watch?v=ZleNxpDXV5U


Namastê

*Bollywood 2000*


A chegada do novo milénio trouxe também a popularidade de Bollywood pelo mundo. No início de 2000, a indústria conseguiu atingir metas altas no que diz respeito a qualidade técnica e inovação. Com a abertura de novos mercados no exterior e cinemas estilo multiplex nas principais cidades, fizeram com que a Índia tivesse grande sucesso de bilheteria. Os filmes que contribuíram para isso, foram: “Devdas”, “Kal Ho Naa Ho”, “Veer-Zaara”, “Dhoom2”, “Khabi Alvida Naa” e “Om Shanti Om”.

12 agosto, 2009

* Nova adaptação do filme Shantaram*

*CURIOSIDADE:

Já existe uma nova adaptação para "Shantaram" ele vai ser baseado na vida do autor, Gregory David Roberts. E terá como protagonista o fabuloso Johny Deep.

Em 1978, por causa de seu vício em heroína, Roberts cometeu uma série de roubos e foi condenado a dezenove anos de prisão. Em julho de 1980, em plena luz do dia, ele conseguiu escapar pelo muro da frente da prisão de segurança máxima em Victoria, vindo a ser, nos próximos dez anos, o homem mais procurado da Austrália. 'Shantaram' é uma história épica e hipnótica de favelas super lotadas e hotéis de cinco estrelas, amores românticos e torturas em prisões, guerras entre facções de máfia e filmes de Bollywood, gurus espirituais e sangrentas batalhas. O enredo tece uma teia sem costuras de personagens inesquecíveis, aventuras extraordinárias e evocações magníficas da cultura indiana.

Na realidade "Shantaram" é um livro sagrado que possuí serca de 896 páginas. Este livro pode ser lido como um grande e prolongado suspense, assim como uma meditação bem escrita sobre a natureza do bem e do mal.


Até a próxima!


Namastê

* O primeiro filme sonoro *

Os anos 30 ficaram reconhecidos como a década de grandes protestos sociais na história do cinema indiano.Uma série de filmes mostrou como argumento, a grande insatisfação com a injustiça social.

O primeiro filme sonoro foi “Alam Ara” (1931), de Ardeshir Irani. O filme foi um grande sucesso, levando Bollywood e todas as indústrias regionais a fabricarem filmes sonoros, de olho no grande capital que estava para surgir.

Isso ocorreu entre os anos de 1930 e 1940, que foram épocas de grandes conflitos. Além de sofrer a Grande Depressão, a Índia teve que lidar com a Segunda Guerra Mundial, com o movimento de independência do país e com as violências da partição da Índia.

Ainda nos anos 40 a Segunda Guerra Mundial foi combatida e os indianos ganharam independência. Esses fatos contribuíram para a cinematografia em toda Índia. Alguns filmes memoráveis foram produzidos na mesma época. Como por exemplo: *“Shantharam” do Dr. Kotnis Ki Amar Kahani, “Rajkapoor” da Barsaat e AAg, entre muitos outros.



* O fantástico início de Bollywood*

A fabulosa história do cinema indiano auto-sustentável!
Vou resumir em alguns capítulos a não tão famosa (para nós Ocidentais) Bollywood.


Em 1896, perto da virada do século, a Índia estava sendo preparada para as grandes reformas sociais e políticas. Nessa mesma época uma nova forma de entretenimento surgiu. O país se deparou com a primeira exposição de filmes realizada, pelos irmãos Lumière, que contavam com seis curtas-metragens, exibidos no Hotel Watson, em Bombaim. Tudo isso ocorreu graças à “geografia”, já que Maurice Sestier, empresário dos irmãos Lumière, estava a caminho da Austrália e parou na cidade de Bombaim para descansar.
Com a exibição dos filmes no Hotel Watson o êxtase reinou na Índia, e o empresário foi obrigado a fazer novas exibições em locais maiores, como no Teatro Novelty, localizado em Bombaim. Diante de tal acontecimento de grande sucesso, as exibições duraram semanas, mostrando todo o potencial (que parecia ser genético) dos indianos para trabalhar e se envolver naquela arte.


Que doideira, né? Nada nessa vida é por acaso...

Depois postarei algumas curiosidades. Dúvidas e sugestões serão bem- vindas!


Namastê!!!!!!

11 agosto, 2009

* Feijoada à Indiana*

Masala ou massala
(em Hindi : गरम मसाला,
Garam masala) um termo originalmente utilizado na culinaria indiana para descrever a mistura de duas ou mais ervas, especiarias, aromatizantes etc.
Os ingredientes mais utilizados são: anis, cardamomo, pimenta-do-reino, canela, cravo, noz moscada, gengibre e muitas outras.
Para homenagear a Índia e o nosso Brasil, coloquei "o tempero" na música do Chico. Nesse Blog, pretendo unir a energia do Oriente com o Ocidente, mostrando o que há de melhor. Então, vamos começar pelo paladar...

Bom apetite!!!


"Você vai gostar
Tô levando uns amigos pra conversar
Eles vão com uma fome que nem me contem
Eles vão com uma sede de anteontem
Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão
E vamos botar MASALA no feijão..."